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Gira de Pombo-Gira

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Passes com as POMBA-GIRA

Com a liberação da mulher, vieram a respon­sabilidade, os direitos e os deveres. Pomba-Gira popularizou-se com a expansão da Umbanda e dos demais cultos afro-brasileiros nos anos 60 e 70 do século XX e, em meio a multiplicidade de cultos com ela presente em todos, sua força era indiscutível e sue poder foi usufruído por todos os que iam se consultar com ela. Não demorou a descobrirem que ela atendia a todos os pedidos, inclusive aos de “amarrações para o amor”, para “separação de casais” e outros pedidos bem terrenos dos humanos.

Como ninguém se preocupou em fundamentá-la en­quanto Mistério da Criação e instrumento repressor da Lei Maior e da Justiça Divina, temidíssima justamente em um dos campos mais controvertidos da natureza dos seres, que é justamente o da sexualidade, eis que não foram pou­cas as pessoas que foram pedir o mal ao próximo e adqui­riram terríveis carmas, todos ligados aos relaciona­men­tos amorosos ou passionais.

Nada como pedir para as “moças da rua” coisas que não seriam muito bem vistas pelo “povo da direita”.

Assim, Pombagira tornou-se a ouvinte e conselheira de muitas pessoas com problemas nos seus relacio­namentos amorosos, procurando atender a maioria das solicitações, fixando em definitivo um arquétipo poderoso e acessível a todas as classes sociais.

Junto à explosão descontrolada das manifestações de Pombagiras, vieram os males congênitos, que acom­panham tudo o que é poderoso: os abusos em nome das entidades espirituais, tais como os pedidos de jóias e per­fumes caríssimos; de vestes ricas e enfeitadas, de oferendas e mais oferendas caríssimas; de assenta­men­tos luxuosos e os­tentativos; de cobrança por trabalhos realizados por elas, mas recebidos em espécie por encarnados, etc.

Pombagira também serviu de desculpa para que al­gumas pessoas atribuíssem a ela seus comportamentos no campo da sexualidade.

Ainda que hoje saibamos que elas são esgotadoras do íntimo das pessoas negativadas por causa de decep­ções e frustrações nos campos do amor, no entanto ainda hoje vemos um caso ou outro que atribuem à Pombagira o fato de vibrarem determinados desejos ou compulsões ligadas ao sexo. Mas a verdade indica-nos exatamente o contrário disso, ou seja, a “mulher da rua” atua esgotando o íntimo de pes­soas e de espíritos vítimas de desequilíbrios emocionais ou conscienciais, pois essa é uma de suas muitas funções na Criação.

Existem pessoas que acreditam que as guardiãs Pomba Giras são entidades que fazem o mal! Que trabalham pra fazer amarrações, amarrando homens, mulheres, fechando caminhos, etc. Amarrados em sua ignorância estão as pessoas que pensam dessa forma.

As guardiãs Pomba Giras são Divindades que atuam no pólo negativo do nosso Criador, atuando no trono dos desejos. Quando falamos em desejos, muitos relacionam somente ao desejo do sexo. Irmãos, elas são atuantes dos desejos em todos os campos e sentidos da vida e no sexo elas freiam, esgotam todos os excessos e vícios ligados a esse sentido, dando equilíbrio ao ser humano, elas são grandes conhecedoras de nossas fraquezas.

São divindades que formam uma linha de forças com o trono da vitalidade ( Senhores Exus) e estimulam toda a criação, quando precisamos do auxilio delas, se formos merecedores elas vem nos auxiliar, cortando magia trevosa, quebrando demandas, desmanchando trabalhos negativos, nos dando a saúde e prosperidade e nos estimulando na fé, no amor, no conhecimento, na evolução e em todos os campos e sentidos da vida, pois elas trazem em si a força do trono dos desejos e também as forças de nossas Mães Orixás. Portanto, meus irmãos, vamos amar e respeitar todas as Guardiãs Pomba Giras da nossa Umbanda Sagrada, pois elas nos auxiliam, nos amparam, abrem nossos caminhos e nos estimulam no desejo pela vida.

Por Walter Nkosi, especialista em cultura bantú e professor de Kimbundu, a principal língua dessa etnia. Cultura Bantu-Brasileira-Ngamba, o guardião: no Brasil é conhecido por Ngamba, que significa guardião em idioma bantú, e exerce funções semelhantes a Nkomdi. Nos Candomblés de Angola e Kongo, também são denominados Njila/Nzila ou Pambú Njila, o ‘Senhor Guardião do Caminho’, proveniente do idioma kimbundu; pambu (fronteira, encruzilhada…), njila (rua, caminho…), ‘o que caminha nas ruas, estradas, fronteiras, encruzilhadas… As funções atuantes do guardião são atribuídas exclusivamente para um Nkisi masculino, não cabendo a mesma para Nkisi feminino. No entanto, é notório a miscigenação nos candomblés em geral, onde entidades da Umbanda, conhecidas em tempos remotos por ‘povo da rua’ se intitularam erroneamente na atualidade como deidade africana, rei e rainha do candomblé, Pombagira, Legba e entidades exercendo funções masculinas de guardião. A falta de informação sobre a religião direciona os adeptos a práticas religiosas indevidas, propala e contribui para um distanciamento cada vez maior do culto tradicional africano. Urge maior conhecimento e seriedade nos cultos.

Aqui, reproduzimos parte do artigo para que nossos leitores saibam de onde se originou o nome “Pombagira” ou “pombogira” usados atualmente na Umbanda e nos demais cultos afro-brasileiros; é uma corruptela de Pambú Njila, o Guardião dos Caminhos e das Encruzilhadas no culto de nação Bantu, da língua Kimbundu.

Eu já li em outro autor, isso há mais de 30 anos, que o nome “Pombagira” derivava de Bombogira, entidade do culto angola que é muito oferendada nos caminhos e nas encruzilhadas, mui­to temida e respeitada na região africana onde é cultuada.

Há outras informações que nos revelam que Pombo-Gira ou Pombagira ou Bombogira é derivada das “yamins” cultuadas na sociedade matriarcal secreta conhecida como “gelede”.

Se são cem por cento corretas ou só parcialmente, isso fica a critério de cada um, porque o fato é que existem, sim, espíritos femininos que incorporam em suas médiuns e apresentam-se como Pombagiras na Umbanda, assim como nos demais cultos afro-brasileiros.

Suas manifestações, informam-nos os mentores espirituais, são anteriores à Umbanda e já aconteciam esporadica­mente nas “macumbas” do Rio de Ja­neiro, bem descritas no livro As Reli­giões do Rio, de autoria de João do Rio, livro esse reeditado em 2006, mas onde não há uma descrição detalhada dos nomes das entidades, e sim, apenas algumas informações, valiosíssi­mas, ainda que parciais.

Muitos autores umbandistas atribuí­ram-lhe o grau de Exu feminino em razão da falta de informações sobre essa entidade e do fato de manifestar-se nas linhas da esquerda, ocupadas por Exu e por Exu Mirim. Inclusive, alguns a descreveram como esposa de Exu e mãe de Exu Mirim.

Não devemos creditar essas inter­pretações, se errôneas, a ninguém, porque todos fomos vítimas da falta de informação e da desinformação geral, que geraram toda uma forma anômala de descrever as desconhecidas manife­stações de entidades, que também nada revelaram sobre seus fundamentos divinos, e deixaram para a imaginação e a criatividade de cada um os conceitos sobre eles.

Se agora temos espíritos mensa­geiros que estão chegando até nós para que fundamentemos as incorporações umbandistas nas divindades-mistérios, então só temos de agradecer pelo que, finalmente, nos está sendo concedido.

Pai Benedito de Aruanda, o espírito mensageiro que está nos trazendo a fun­damentação dos mistérios que se ma­nifestam na Umbanda, co­bra-nos um ri­goroso respeito pelos um­bandistas que semearam a Umbanda, o culto aos Orixás, as linhas de tra­balhos espirituais, a forma do culto umbandista e os no­mes aportuguesados dos no­mes africanos que nos che­garam, trazidos pe­los nossos antepas­sa­dos vin­dos da áfrica, de toda ela, assim como aos nomes aportuguesados perten­centes ao tronco lingüís­tico tupi-guarani. (…)

O Mistério Pombagira abriu-se por inteiro na Um­banda e tanto pode ser esse quanto outro nome para identificá-lo porque, enquanto Orixá, seu ver­da­deiro nome nunca foi revelado na Teo­gonia Nagô; ele se encontra oculto entre os 200 Orixás desconhecidos, porque a Pom­bagira não foi humanizada no tempo como foram Exu, Oxalá, Iemanjá e todos os outros Orixás do panteão yorubano, muitos deles des­conhecidos pelos um­bandistas e por boa parte dos segui­dores de outros cultos afros. (…)

Portanto, Pambu Njila para o guar­dião Bantu semelhante ao Exu Nagô e Pombagira para a guardiã umbandista, Rainha das Encruzilhadas da Vida e Senhora dos Caminhos à esquerda dos Orixás.

Pomba é um pássaro usado no pas­sado como correio, “os pombos cor­reios”. Gira é movimento, caminhada, deslocamento, volta, giro, etc. Por­tan­to, interpretando seu nome genuina­mente português, Pomba­gi­ra significa mensageira dos caminhos à esquerda, tri­lhados por todos os que se desviaram dos seus originais ca­minhos evolutivos e que se perderam nos desvios e des­vãos da vida.

Pombagira, genui­na­mente brasileira e umban­dista, está aí para acolher a todos os que se encontram perdidos nos caminhos sombrios da vida… ou da ausência dela.

É claro que uma mu­­lher altiva, senhora de si, segura, compe­tentís­si­ma no seu campo de atua­ção, seja ele profis­sional, político, intelec­tual, artístico ou religio­so, impressiona positi­va­mente alguns e assus­ta outros. Agora, se esse imenso potencial também aflorar nos aspectos íntimos dos relacionamentos homem-mulher, bem, aí elas fogem do controle e assustam a maioria como começam a ser estereotipadas como levianas, ninfoma­níacas, etc., não é mesmo?

Liberdade com cabresto ainda é aceitável em uma sociedade patriarcal e machista. Mas, sem um cabresto segurado por mãos masculinas, tudo foge do con­trole e a sociedade desmorona porque não foi instituída a partir da igualdade, e sim, da desigualdade.

Uma mulher submissa, só acostumada e condicionada a sempre dizer “amem”, todos aceitam como amiga, como vizinha, como colega de trabalho, como namorada, como esposa, como irmã, etc., mas uma mulher questionadora, insubmissa, man­dona, contestadora, independente, perso­nalista, etc., nem pensar não é mesmo?

– Pois é!

Não seria diferente em se tratando de espíritos e, para complicar ainda mais as coisas, com eles incorporando em mé­diuns e trabalhando religiosamente para pessoas com problemas gravíssimos de fundo espiritual.

De repente, uma religião nascente e espírita se viu diante de manifestações de espíritos femininos altivos, independentes, senhoras de si, competentíssimas, liberais, provocantes, sensuais, belíssimas, fasci­nan­tes, desafiadoras, poderosas, domina­doras, mandonas, cativantes, encanta­do­ras, cuja forma de apresentação fascinou os homens porque elas simbolizavam o tipo de mulher ideal, desde que não fosse sua mãe, sua irmã, sua esposa e sua filha, certo?

Quanto às mulheres, as Pombagiras da Umbanda simbolizavam tudo o que lhes fora negado pela sociedade machista, repressora e patriarcal do inicio do século XX no Brasil, onde à mulher estava reser­vado o papel de mãe, irmã, esposa e filha comportadíssimas… senão seriam expulsas de casa ou recolhidas a um convento.

Mas, com as Pombagiras de Umbanda não tinha jeito, porque ou deixavam elas in­corporarem em suas médiuns ou nin­guém mais incorporava e ajudava os ne­ces­sitados que iam às tendas de Umbanda.

Só um ou outro dirigente ousava rea­lizar sessões de trabalhos espirituais com as Pombagiras, e a maioria deles preferia fazer “giras fechadas” para a esquerda, pa­ra não “escandalizar” ninguém e para não atrair para o seu centro a polícia e os comentários ferinos sobre as “moças da rua”.

Só que essa não foi uma boa solução porque as línguas ferinas logo começaram a tagarelar e a espalhar que nessas giras fechadas rolava de tudo, inclusive sexo en­tre os seus participantes, criando um mal estar muito grande, tanto dentro do cír­culo umbandista quanto fora dele.

E ainda que tais fuxicos fossem falsos e maledicentes, não teve mais conserto por­que o “vaso de cristal” da reli­gio­sidade umbandista nas­cen­te havia se trincado, e as “moças da rua” já haviam sido estigmatizadas como espíritos de rameiras que incorpo­ra­vam em médiuns mulheres pa­ra fumarem, beberem cham­­­pagne, “gargalharem à solta”, rebola­rem seus quadris, balançarem seus seios de forma provocante e para atiçarem nos ho­mens desejos libidinosos e inconfes­sáveis.

Para quem não sabe, rameira era o nome dado às prostitutas e às “mulheres de programas” do nosso atual século XXI.

O único jeito de amenizar o “prejuízo religioso” que eles haviam causado com suas “petulâncias” foi tentar explicar que não era nada disso, e sim, que as Pom­bagiras eram Exus femininos e, como todos sabem, Exu não é flor que se cheire, ainda que seja muito competente nos seus trabalhos de auxílio aos necessitados de socorros espirituais, certo?

Como “mulher de Exu” ou como Exu feminino, ainda da­va para deixar uma ou ou­tra incorporar na gira deles, mas já submissas a eles, que ficaram encarregados de zelar pela moral e pelos bons costumes delas…

E aí as giras de esquerda foram sendo abertas timidamente e, pouco a pouco e paralelamente, a sociedade estava passan­do por profundas transformações sociais, comportamentais e políticas, em que a poderosa Igreja Católica estava perdendo poder e cedendo à sociedade algumas liberdades religiosas.

Quando os militares assumiram o poder nos anos 60 do século XX e logo entraram em choque com alguns setores do catolicismo arraigados na política, então diminui de forma acentuada a intensa perseguição da polícia sobre as tendas de Umbanda.

Somando à liberdade conseguida no período da ditadura, vieram os movimen­tos feministas que explodiram na América do Norte e na Europa, que conseguiram muitas conquistas para as mulheres.

A par destes acontecimentos, veio a explosão da revolta da juventude, com os Beatles e com Woodstock, que muda­ram os padrões comportamentais dos jo­vens e as relações entre pais e filhos.

Pombagira assistiu a todos esses acon­tecimentos, que se passaram nos anos 1960 e 1970 e, entre um gole de champagne e uma baforada de cigarrilha, dava suas gar­galhadas debochadas, e dizia isto:

– É isso aí, mesmo! Mais transparência e menos hipocrisia!


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Atendimento com caboclos

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Os Passes com os Caboclos

Os caboclos são espíritos de muita luz que assumem ao arquétipo de “índios”, prestando uma homenagem à esse povo que foi massacrado pelos colonizadores. São exímios caçadores e tem profundo conhecimento das ervas e seus princípios ativos, e muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas.

Como estavam aqui (Brasil) desde o início, conhecem bem tudo o que vem da terra e por este motivo são os melhores para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização é claro.

Costumam usar em seus trabalhos pembas, velas, essências, cristais, flores, ervas, frutas, água, penas, tranças e charutos; ajudam na vida material por meio de banhos, chás, e trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma revitalização para que consigamos o objetivo que desejamos, não existem trabalhos de magia que concedam empregos e favores, isso é MENTIRA! A magia praticada pelos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa.

Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, os caboclos vêm na irradiação do Orixá masculino da coroa do médium e as caboclas vêm na irradiação do Orixá feminino da coroa do médium; mas, eles(as) podem vir também na Irradiação do seu próprio Orixá de quando encarnados.

O Caboclo é uma roupagem de uma Entidade de Luz, e portanto, jamais viria para chocar um paciente, vem ajudar e não atrapalhar o trabalho de um Preto Velho. A intensidade da energia propõe, no subconsciente do Apará (Apará=pessoa), a vontade de gritar para liberar essa projeção. Mas não é o Caboclo que grita, é o Apará! Todos nós sabemos que se você, Apará, “resolver” que não vai abrir a boca depois de incorporado, não sai nada! O Preto Velho não vai agarrar sua mandíbula e forçar que se mova. A mesma coisa é o Caboclo! O controle existe e é seu!

Existe sim a vontade, provocada pela energia que deseja se expandir, mas a Entidade respeita o médium, suas possíveis crenças, tabus, medos e preconceitos.

Gritar não é um sinal de “força” da Entidade e tão pouco é um sinal de desequilíbrio (atenção Doutrinadores), é uma falha no desenvolvimento, que deveria ser alertada no tempo correto. Bradar sim, gritar e berrar não!

Algumas vezes os “novatos” observam um médium mais antigo gritando e consideram isso como o “correto”, por isso devem ser alertados sempre sobre o quê é certo e o quê são “vícios de incorporação”. Cabe aos comandantes dos grupos de desenvolvimento, alertar para tal fato.

Um pouco mais:  OS CABOCLOS

São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais. A morada dos caboclos é a mata, onde recebem suas oferendas, sua cor é o verde, gostam de todas as frutas, de milho, do vinho tinto (para eles representa o sangue de Cristo), gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel.

A denominação “caboclo”, embora comumente designe o mestiço de branco com índio, tem, na Umbanda, significado um pouco diferente. Caboclos são as almas de todos os índios antes e depois do descobrimento e da miscigenação.

Constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de desenvolvimento mediúnico, curas (através de ervas e simpatias), desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, demandas materiais e espirituais e uma série de outros serviços e atividades executados nas tendas.

Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros. As vezes os caboclos são confundidos com o Orixá Oxóssi, mas eles são simplesmente trabalhadores da Umbanda que pertencem a linha de Oxóssi, embora sua irradiação possa ser de outro Orixá. Como caboclos de Xango, por exemplo.

A gira de caboclos é muito alegre, lembra as festas de tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, tem casas em que se é permitido os caboclos puxarem pontos. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada.

Assim como os Pretos-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham “incorporados” a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis.

Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos. Espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais inclusive até mesmo índios, os Caboclos vêm auxiliar no trabalho do dia a dia os nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente.

Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias-Chefes dos médiuns, ou melhor, representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (tem vezes que os Pretos-Velhos assumem esse papel).

Na Umbanda não existe demanda de um Caboclo para Caboclo, a demanda poderá existir de um Caboclo, entidade de luz, para com um “kiumba” ou até mesmo contra um Exu com pouco ou quase nenhum esclarecimento espiritual.

Os caboclos não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam. Eles prestam serviços também no Kardecismo, nas chamadas sessões de “mesa branca”. No panorama espiritual rente à Terra predominam espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força. Os índios, que são fortíssimos, mas de almas simples, generosas e serviçais, são utilizados pelos espíritos de luz para resguardarem a sua tarefa da agressão e da bagunça. São também utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois, pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, “amarrando-o” em sua tremenda força magnética e levando-o para outra região.

Formas incorporativas e especialidade de alguns caboclos:

Caboclos De Oxum – Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar, Seus passes quase sempre são de alívio emocional. 

Caboclos De Ogum – Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

 Caboclos De Iemanjá – Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar. 

Caboclos De Xangô – São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.

Caboclos De Nanã – Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o karma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.

Caboclos De Iansã – São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade. 

Caboclos De Oxalá – Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São “compactados” para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. Sua principal função é dirigir e instruir os outros Caboclos.

 Caboclos De Oxóssi – São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

Caboclos De Obaluayê – São espíritos dos antigos “pajés” das tribos indígenas. Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Obaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto-velho,em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

 Atribuições dos Caboclos

Trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

Assobios E Brados

    Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?  Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é. Os assobios traduzem sons básicos das forças da natureza. Estes sons precipitam, assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios

Assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

O Estalar De Dedos

      Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas?  Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima.  Nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo. O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral; e a, descarga de energias negativas.

Alguns comentários:

 Caboclo Cobra Coral

O mês de março é marcado pela reverência aos caboclos. Falemos um pouco do Caboclo Cobra Coral. Esta entidade pode-se dizer que faz parte das entidades mais conhecidas na Umbanda. Dificilmente encontra-se um umbandista que não conhece ou ao menos já ouviu falar deste caboclo. Há estudos que dizem que o “Seu Cobra-Coral”, chefe da falange é a encarnação de Galileu Galilei.

Uma discordância acontece quando fala-se do Orixá comandante deste Caboclo. Primariamente sua vibração é de Oxóssi, com cruzamento com a linha de Xangô, junto com outro caboclo que é seu irmão de falange, o Ventania.

Este caboclo é um dos caboclos que alguns dizem serem encantados. São aqueles que tem grande trabalho junto com os Exus.

Seus médiuns sofrem um pouco, pois sua vibração é pesada, perto da vibração de outros caboclos de Oxóssi. Normalmente usa cocar, variando suas cores entre verde, vermelho, branco, preto e amarelo.

Caboclo Rompe-Mato:

Descendente das antigas tribos Guaiacurús. É um caboclo chefe de legião, muito cultuado também no catimbó, vale lembrar que é um caboclo que atua com Oxóssi, Ogum e Xangô, ele traz o poder de Xangô juntamente com a capacidade de discernimento da Justiça, o poder de vencer as demandas provenientes dos atuantes da Centelha de Ogum e o dom da cura e capacidade de aconselhar de Oxóssi. É um guerreiro que atua na paz, a falange dos Rompe-Matos nunca se apresentarão como caciques, pois todos são austeros (rígidos) e destemidos guerreiros, isso é uma regra da falange, vale lembrar que não podemos confundir com Ogum Rompe-Mato um falangeiro do Orixá, mas o mesmo caboclo atua também nessa linha. Lembrando que foi um Caboclo Rompe-Mato que curou uma enfermidade séria do cantor Bezerra da Silva e o tirou de certos apuros na favela, aí podemos enxergar a força de Oxóssi atuando no caboclo, a cura e o conselho. É um caboclo que também trabalha na linha da esquerda quando preciso, como a grande maioria dos caboclos de Xango.

A seguir algumas representações de guias e caboclos nas 7 linhas de Umbanda, claramente alguns nomes podem parecer “distantes” por serem pouco ouvidos ou por serem mais falados nos terreiros chamados de “umbandomblé”: 

Linha de Oxalá:

Caboclo Tupi – Representante de Oxalá na Linhas das Almas

Caboclo Guarani – Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi

Caboclo Aymoré – Representante de Oxalá na Linha de Ogum

Caboclo Guaracy – Representante de Oxalá na Linha de Xango

Caboclo Ubiratã – Representante de Oxalá na Linha de Erê

Caboclo Ubirajara – Representante de Oxalá na Linha das Senhoras

Caboclo Urubatão da Guia – Comando na Linha de Oxalá

Linha das Senhoras:

Cabocla Janaina – Representante das Senhoras na Linha das Almas

Cabocla Jupissiara – Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi

Cabocla Jupiara – Representante das Senhoras na Linha de Ogum

Cabocla Jussara – Representante das Senhoras na Linha de Xango

Cabocla Jacira – Representante das Senhoras na Linha de Erê

Cabocla Jandira – Comando da Linha das Senhoras

Cabocla Jupira – Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

Linha de Erês:

Yarirí – Representante de Erês na Linha das Almas

Crispiniano – Representante de Erês na Linha de Oxóssi

Crispim – Representante de Erês na Linha de Ogum

Orí – Representante de Erês na Linha de Xango

Doum – Comando da Linha de Erês

Damião – Representante de Erês na Linha das Senhoras

Cosme – Representante de Erês na Linha de Oxalá

Linha de Xango:

Xangô Abomi – Representante de Xangô na Linha das Almas

Xangô Aganjú – Representante de Xangô na LInha de Oxóssi

Xangô Alafim – Representante de Xangô na Linha de Ogum

Xangô Kaô – Comando na Linha de Xango

Xangô Agojo – Representante de Xangô na Linha de Erês

Xangô Alufam – Representante de Xangô na Linha das Senhoras

Xangô Agodô – Representante de Xangô na Linha de Oxalá

Linha de Ogum:

Ogum Megê – Representante de Ogum na Linha das Almas

Ogum Rompe Mato – Representante de Ogum na Linha de Oxóssi

Ogum Guerreiro – Comando da Linha de Ogum

Ogum de Nagô – Representante e Ogum na Linha de Xango

Ogum Dilê – Representante de Ogum na Linha de Erês

Ogum Beira Mar – Representande de Ogum na Linha das Senhoras

Ogum de Malê – Representande de Ogum na Linha de Oxalá

Linha de Oxóssi:

Caboclo Arruda – Representante de Oxóssi na Linha das Almas

Caboclo Pena Verde – Comando da Linha de Oxóssi

Caboclo Araribóia – Representante de Oxóssi na Linha de Ogum

Caboclo Cobra Coral -Representante de Oxóssi na Linha de Xango

Caboclo Guiné – Representante de Oxóssi na Linha de Erês

Caboclo Jurema – Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras

Caboclo Pena Branca – Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

Linha das Almas:

Vovó Maria Conga – Comando na Linha das Almas

Vovó Arruda – Representante das Almas na Linha de Ogum

Pai Benedito – Representante das Almas na Linha de Xango

Pai Tomé – Representante das Almas na Linha de Oxóssi

Pai Joaquim – Representante das Almas na Linha de Erês

Pai Congo – Representante das Almas na Linha das Senhoras

Pai Guiné – Representante das Almas na Linha de Oxalá

 

 


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Hello world!

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