Porquê fazer oferendas?

OS FUNDAMENTOS DAS OFERENDAS

Como já comentamos anteriormente, o hábito de se fazer oferendas não é novo e não foi criado ou inventado por nenhuma das religiões atualmente existentes na face da terra, por mais velhas que sejam algumas delas.

Esse costume é inerente à humanidade e vem de eras remotas, lá nos primórdios das civilizações humanas.

Muito antes das atuais religiões existirem, outras já extintas as precederam e foram elas que desenvolveram nos seus seguidores o habito de recorrerem às forças da natureza e aos poderes divinos para serem auxiliados e protegidos.

Devemos nos colocar no lugar dos povos dessas eras remotas, que não possuíam nossa atual medicina e ainda, para piorar suas vidas, habitavam regiões inóspitas e cheias de feras perigosas, de serpentes venenosas, etc.

Então, nada mais lógico que fossem inspirados pelos espíritos e forças da natureza sobre certos procedimentos para se protegerem ou se curarem de doenças.

Devido o desconhecimento sobre o plano divino, o natural e o espiritual, tudo era acompanhado por um medo do mundo sobrenatural, atribuindo-lhe o poder de vida e de morte na vida dos seres humanos.

Isto, esta superstição terrível, acompanhou a humanidade por muitos milênios e só recentemente, com o surgimento de uma ciência avessa aos misticismos é que a terrivibilidade das forças e dos poderes sobrenaturais diminuiu e o racionalismo começou a se impor, influenciando as doutrinas religiosas, até então opressoras dos seus seguidores, ameaçados pelos seus lideres religiosos, sempre a atemoriza-los com os horrores das trevas caso fossem contrariados ou desobedecidos pelos seus fiéis.

Se bem que nesse hábito pendura até hoje e o que mais vemos por ai afora é líder religioso ameaçando com o inferno quem não se converte à sua religião ou quem o desobedece ou dele se afasta, como se tivessem o dom da vida e da morte sobre as pessoas ou, pior ainda, como se fossem seus juízes e algozes, oprimindo-as com as ameaças.

A estes o inferno os aguarda, para mostrar-lhes que só há um Senhor da vida e da morte, e que não autorizou ninguém a usar do seu nome, dos seus poderes e mistérios para ameaçar a quem quer que seja e muito menos para tirar-lhes o livre arbítrio.

– Pois bem!

O fato é que, desde eras remotas a humanidade vem se servindo do mistério das oferendas para se socorrerem junto às forças e aos poderes superiores, geralmente na natureza, em locais altamente vibrantes, tidos como santuários naturais ou em locais previamente escolhidos para fazê-las.

– Como tudo isso começou?

Tudo começou com pessoas, já naquela época, possuidoras de vidência e clarividência vendo e ouvindo determinados seres e forças da natureza ou espirituais, interpretados por elas como seres sobrenaturais, transmitindo-lhes ordens para realizarem determinados procedimentos para afastarem feras e bichos peçonhentos ou surtos de doenças contagiosas, ou mesmo, para afastar certos eventos climáticos extremamente perigosos para quem vivia no meio hostil de então.

Tudo foi acontecendo em acordo com a época e os costumes de então, inclusive o dos mais fortes e hábeis liderarem seus clãs ou tribos.

Cada povo, em cada região do globo terrestre, isoladas umas das outras, foi recebendo dos planos superiores as necessárias orientações, ritos e procedimentos para suas sobrevivências e organização social, fundamental para a sobrevivência das tribos.

Enquanto as pessoas mais fortes e hábeis assumiam a condução “política e social” das suas tribos, as pessoas com fortes faculdades mediúnicas, posteriormente denominadas “profetas”, assumiam a orientação religiosa e moral dentro delas.

Não raro, uma mesma pessoa dotada de todos esses atributos assumiu a liderança total dos seus povos, assumindo a condição de semideuses ou de “heróis nacionais”, passando a ser objeto de culto após desencarnarem.

“Vide a historia dos Profetas e dos “santos” Cristãos para confirmarem o que aqui afirmamos”.

O fato é que, ainda na pré-história da humanidade, os povos mais antigos aprenderam a recorrer a muitas forças e poderes naturais para se socorrerem nos mais diversos aspectos de suas vidas.

Hoje, milhares de anos depois, é comum ouvirmos pessoas com formação acadêmica afirmarem que os povos do passado eram supersticiosos, animistas ou panteístas em seus ensaios científicos, atribuindo a eles uma insignificância que beira o desrespeito para com os colonizadores antigos da inóspita natureza terrena.

Observem que ainda hoje, com todos os avanços científicos, ninguém consegue impedir que as calamidades naturais aconteçam (terremotos, tsunamis, ciclones, furacões, secas, inundações, incêndios, vendavais, pragas e pandemias) e só o que sabem é recorrerem aos recursos desenvolvidos atualmente para amenizar ou mitigar seus efeitos, nefastos para quem for atingir por alguma ou varias delas.

Logo, sem os recursos científicos atuais, a quem ou ao que poderiam recorrer nossos antepassados, que éramos nós mesmos, encarnados naquelas eras remotas?

– Ao mundo sobrenatural é claro!

O fato é que surgiram, mais ou menos organizados, muitos cultos às forças e poderes naturais, surgindo várias classes de Deuses, tais como:

– Deuses das doenças ou Pestes.

– Deuses da Morte.

– Deuses da Vida.

– Deuses das Gestações e da Natividade.

– Deuses dos Raios e dos Trovões.

– Deuses das Chuvas, Tempestades e Vendavais.

– Deuses da Guerra.

– Deuses do Fogo, dos Mares, dos Rios, dos Vulcões, dos Abismos, das Serpentes, dos Roedores, das Moscas, dos Insetos, etc.

– Deuses dos Casamentos.

– Deuses da Agricultura.

– Deuses da Fortuna, da Prosperidade.

– Deuses da Pobreza e da Miséria.

– Deuses das Crianças, das Famílias, dos Lares, etc.

Enfim, foram desenvolvidos no decorrer dos milênios tantos cultos e ritos com seus sacramentos e procedimentos quantos foram necessários, e sempre com alguma força ou poder natural dando sustentação a eles e, através deles, auxiliando a todos que acreditaram neles e os oferendaram segundo seus lideres religiosos determinaram.

Se tudo isto aconteceu e foi o recurso para auxiliar os povos no decorrer dos milênios, então precisamos desvelar e revelar o mistério por trás das oferendas feitas às forças e aos poderes naturais.

A Criação divina esta estabelecida de tal forma que três “lados” dela se destacam:

– Lado ou Plano Divino da Criação, habitado pelos seres Divinos irradiares dos poderes de Deus.

– Lado ou Plano Natural da Criação, habitado por seres naturais regidos pelas Potencias divinas, aplicadores dos poderes na vida de todos os que nele vivem e evoluem.

– Lado ou Plano Espiritual, habitado pelos seres espirituais, regidos pelos aplicadores espirituais dos poderes divinos na vida dos seus habitantes.

Estes três lados ou planos são isolados uns dos outros, mantendo a separação das muitas formas de Vida criadas por Deus.

Estes três lados, ainda que isolados entre si, podem interagir caso o habitante de um recorra aos habitantes de um ou dos dois outros.

Isto é Lei Divina e é o principio sustentador do equilíbrio da criação.

Esta Lei ou principio está na origem de todos os procedimentos magísticos.

Ela, por ser Lei, aplica-se automaticamente sobre tudo e todos indistintamente, regendo desde o nível vibratório mais elevado da Criação até o mais baixo que existir, ainda que nos seja desconhecido.

Por ser Lei Divina, é obedecida e seguida por todos e quem não a conhece e não sabe da sua existência, muitas vezes sofre ou deixa de ser beneficiado justamente porque a desconhece e dela não sabe como se servir e se beneficiar.

Se não, então vejamos:

1º Se uma pessoa esta sofrendo e não clamar com fervor a Deus, não será ajudada por Ele, e isto prega todas as religiões, corretamente, porque esta orientação foi transmitida a todos os fundadores encarnados delas pelos espíritos mensageiros.

2º Se uma pessoa pecadora desencarna é atraído para faixas vibratórias negativas e escuras, nelas permanece até que alguém ou alguma força ou algum poder for em seu auxilio, resgatando-o se a ação for positiva. Ou o desloca de onde se encontra e dele se serve se a ação for negativa.

Nestes dois exemplos, assim tem sido e assim sempre será, porque tanto as forças quanto os poderes conhecem esta lei e não a desobedeceu nunca, só entrando em ação (positiva ou negativa) se alguém lhes solicitar o auxilio.

– Se a pessoa que está sofrendo não clamar de forma correta, seu sofrimento não cessará e isto é Lei Divina!

– Se o espírito sofredor do pecador não for resgatado por uma ação positiva ou deslocado por uma nação negativa, não sairá de onde encontra, e isto, porque essas ações acontecem à sua revelia. E isto é Lei Divina!

As religiões supriram as necessidades dos seus fiéis com orações e procedimentos morais e comportamentais que, se seguidos à risca por eles, seus clamores são aceitos e respondidos, operando verdadeiros milagres em suas vidas.

Mas, se não forem seguidos à risca deixam de ser aceitos e respondidos. E, por mais que o fiel relapso clame, não é atendido.

– Isto é Lei Divina e realiza-se por sim própria e independente de qualquer outra Lei.

Mas se a pessoa sofredora for até outra, apta para interferir em seu favor e esta outra clamar corretamente por ela, com certeza algum beneficio lhe virá, porque quem está clamando em seu beneficio está alinhada comas as forças e os poderes divinos, naturais e espirituais. E isto é a Lei Divina, que distingue as pessoas que estão alinhadas, graduando-as como sustentadoras e re orientadoras das pessoas que se encontram desalinhadas com essas forças e poderes.

Daí surge o grau de sacerdote ou de intermediador das pessoas e dos espíritos em desequilíbrio, podendo clamar por eles, pois seus clamores serão atendidos e o auxilio virá segundo as necessidades reais e o merecimento deles.

Esta é uma das funções do exercício do Sacerdócio e, junto com a orientação moral e religiosa, tem respondido às necessidades das pessoas, não as desamparando nunca e sempre renovando suas esperanças e reajustando-as, desenvolvendo nelas o caráter, a paciência, a resignação, a humildade e a autoconfiança, mesmo nos momentos mais dolorosos ou desesperadores.

Desde os seus primórdios a humanidade tem sido amparada e orientada pelos sacerdotes sobre como proceder para se manter em equilíbrio e, quando só as palavras não bastam, aí entra a busca de auxilio junto às forças e aos poderes naturais, já que, só o auxilio que está vindo do lado ou plano divino da Criação não está sendo suficiente para socorrer os necessitados.

E Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, concedeu aos seres humanos o direito de se dirigirem às Suas divindades naturais e obterem delas o auxilio que precisarem ou merecerem.

Mas, para a obtenção deste auxilio só é possível se o pedido for feito de forma correta.

E, mais uma vez, o sacerdote cumpre sua função orientadora e, ou faz todo o rito em beneficio dos necessitados junto às forças e aos poderes naturais ou os ensina a fazê-lo para serem ajudados.

Daí surgiu os ritos ofertatórios, desenvolvidos junto às mais diversas forças e poderes naturais, com cada uma tendo o seu “santuário” bem identificado e delimitado, separando-o das outras forças e poderes naturais.

Sempre orientados pelos mensageiros naturais, rituais específicos forma elaborados, desenvolvidos e fundamentados para servir todos os seguidores de todas as religiões no decorrer dos milênios.

Dessa necessidade de todos em algum momento de suas existências surgiu à magia religiosa, acompanhada de todo um cerimonial especifico para funcionar e auxiliar os necessitados.

Sempre instruídos pelos espíritos mensageiros, os sacerdotes elaboraram os ritos oferta tórios e os padronizaram, tornando-os repetitivos e funcionais, bastando aos necessitados à realização ou a participação neles.

Cada ritual ofertatório, desenvolvido a partir das orientações dos espíritos mensageiros foi sacralizado pela Lei do Equilíbrio na Criação e tornou-se um ato sagrado realizado pelas pessoas nos Santuários Naturais das forças e dos poderes divinos, com o necessitado postado diante delas e realizando a oferenda de algum elemento.

Daí surgiu às listas de elementos mais eficazes para as muitas necessidades, mesmo com muitos não sabendo por que com eles seus clamores eram atendidos e com outros elementos não eram.

Os ritos e as listas passaram de boca a boca antes do surgimento da escrita, criando a transmissão oral dos rituais, dos elementos a serem usados, da forma de colocá-los e a quem ofertá-los para, realmente ser ajudado pelas forças e pelos poderes naturais.

Posteriormente, com o surgimento da escrita, primeiro em placas de argila ou barro cosido e depois em peles ou pergaminhos e papiros, foram criados os formulários dos ritos “mágico-religiosos” ou sagrados que poderiam ou deveriam ser realizados nos Santuários Naturais.

A posse do conhecimento mágico religioso via transmissão oral criou as castas de “iniciados nos segredos” ou nos “mistérios da natureza”, com a maioria desses iniciados só sabendo como realizar os rituais, que elementos deviam usar e a quem ofertá-los.

Cada casta sacerdotal assenhoreou-se dos seus “segredos ou mistérios”, padronizou-os como seus, envolveu-os com o manto do silêncio e preservou-os dos profanadores até onde e quando lhes foi possível.

Erigiram construções dentro do perímetro de cada ponto de forças ou Santuários Naturais, dando inicio à construção de templos, onde os necessitados e reuniam para serem auxiliados e os fieis em geral, mesmo sem necessidade, se reuniam para orarem e cantarem em louvor e agradecimento às forças e aos poderes naturais, que ali se manifestavam para eles e os inundavam de eflúvios energéticos e vibracionais extremamente benefícios, mantendo-os saudáveis, prósperos e confiantes quanto ao futuro.

Os templos começaram a surgir com o aumento populacional das tribos, atendendo às necessidades coletivamente, facilitando o serviço religioso prestado pelos sacerdotes iniciados nos segredos e mistérios das forças e poderes naturais ou da natureza.

Como cada tribo pré-histórica possuía suas características, seus hábitos, sua língua, seus ritos e sua organização social que a mantinha coesa, surgiram os povos e, posteriormente as nações que englobaram e unificaram várias tribos sob um comando político e religioso únicos, padronizando a vida de grandes contingentes populacionais, facilitando a criação de regras e leis morais, comportamentais, cíveis e religiosas, com todos obedecendo-as ou sendo punidos se as transgredissem.

Daí surgiu os grandes reinos nacionais, com suas castas muito bem divididas e separadas por funções, sendo que as castas religiosas ficaram responsáveis pela orientação e formação moral e religiosa de enormes contingentes populacionais, com todos os seus procedimentos padronizados e transformados em dogmas ou leis religiosas, que deviam ser obedecidas por todos.

Como acontecem com todas as castas, as pessoas mais fontes e mais hábeis foram suplantadas pelas mais astutas e mais espertas, que passaram a se servir da força e da habilidade dos menos astutos e menos espertos, criando o servilismo político e militar.

Já com os sacerdotes, os com faculdades ou dons naturais mais sensíveis e mais fortes, ou se enquadraram ou passaram a ser recolhidos em claustros para não atrapalharem o enriquecimento e o aumento de poder por parte dos astutos lideres das castas religiosas.

Posteriormente surgiram as dissidências políticas, fazendo surgir os partidos de oposição e as dissidências religiosas, surgido os reformadores e as novas religiões, com as mais antigas defendendo seus domínios e feudos e com as mais novas fazendo de tudo para tomá-los delas, fazendo surgir as guerras religiosas, com todos se dizendo possuírem o verdadeiro Deus e acusando os adversários de adorarem “falsos deuses ou um deus falso”.

E isto não mudou nada desde então, desde uns cinco ou seis mil anos atrás até hoje, quando os fundadores de novas religiões mercantilistas se apresentam como ungidos por Deus como salvadores da humanidade, perdida nos pecados até suas chegadas, mas com eles fazendo exatamente a mesma coisa que aqueles que acusam de pecadores e seguidores de falsos deuses ou de um deus falso.

Esta é a verdadeira historia da humanidade resumida em poucas palavras, porque não é preciso muitas para se descrever algo que vem se repetindo o tempo todo, só mudando os lugares, o tempo e seus participantes, todos arredios às Forças e aos Poderes Naturais, não manipuláveis pela astucia e pela esperteza dos sacerdotes auto-ungidos como salvadores da humanidade.

Paralelamente, e sem muita organização, os realmente dotados de fortes faculdades mediúnicas transitam meio perdidos por dentro ou por fora das religiões organizadas e, ou são expulsos ou são segregados ou são tachados de loucos, de adoradores de falsos deuses ou de um falso deus, etc.

E isto, só porque, mesmo sem o saber, são as reencarnações dos antiguíssimos mediadores entre as pessoas e as forças e os poderes naturais, sempre à espera que retomem suas antigas e já esquecidas funções de amparadores e orientadores dos necessitados, tanto no lado material quanto no etérico do plano dos espíritos humanos, afastados do convívio equilibrado e equilibrador com as forças e os poderes do plano natural, acessado através dos seus Santuários Naturais, localizados nos pontos de forças da natureza.

As forças e os poderes naturais estão assentados no plano natural da Criação e muito podem fazer por nós se soubermos nos dirigir até seus santuários naturais, se soubermos como interagir espiritualmente com suas forças espirituais, constituídas por seres da natureza e se soubermos como nos servir dos seus poderes, irradiados o tempo todo por seus manifestadores naturais e condensáveis em determinados elementos denominados como elementos mágicos ou possuidores do Axé das Divindades Naturais.

Sim, porque o hábito de se fazer oferendas é tão antigo quanto à humanidade e não começou com nenhuma das religiões existentes atualmente na face da terra.

E os elementos colocados dentro dos espaços mágicos abertos dentro dos pontos de forças naturais são condensadores de vibração e energias provenientes do plano natural, que são direcionadas para nós ou para quem queremos ajudar com este ato mágico-religioso, que, se feito com amor, respeito e reverencia e de forma correta, com certeza trará grandes benefícios.

Uma bebida com determinado teor de álcool ou determinado teor de açúcar ou com determinado grau de acidez são condensadores de vibrações energéticas divinas que se elementarizam e projetam-se para a pessoa que fez a oferenda, envolvendo-a toda e, inundando seu corpo energético, começa a purificá-la, limpa-lá descarregá-la, reenergizá-la e, caso possua algum foco de doença no corpo físico, concentra-se na sua contraparte espiritual e começa um processo de regeneração e cura.

Mas, se o foco da doença esta localizado só no corpo espiritual, aí tudo é mais fácil e rápido e pouco depois a pessoa deixa de sentir dores e volta a se sentir saudável e bem disposta.

Tudo isso e muito mais acontece a partir do ato de se realizar uma simples oferenda, um ato magístico religioso, no santuário natural de determinadas forças e poderes naturais.

Os teores citados acima, acompanhados dos “princípios mágicos” dos elementos usados. Para obter-se o teor alcoólico, o teor de açúcar e o teor de acidez, quando ativados dentro de uma oferenda ritual, tornam-se poderosos e realizadores, auxiliando de tal forma a pessoa necessitada que logo ela comece a se sentir melhor.

Isto que comentamos pertence a uma ciência espiritual, muito parecida com a ciência terrena, mas se esta é recente, aquela é muito antiga, anterior à existência de seres humanos na face do planeta terra.

E, por conhecê-la e dominá-la, foi que os espíritos mensageiros ensinaram os seres humanos a fazer oferendas nos santuários das divindades naturais.

Nada aconteceu por acaso e tudo obedeceu às determinações do poder divino para que as forças e os poderes naturais auxiliassem as pessoas necessitadas.

Mesmo sem as pessoas saberem como as forças e os poderes “trabalham” magistica e energeticamente os elementos a eles oferendados, e com todos acreditando que estavam “dando de comer” aos Orixás, no entanto todos vêem sendo auxiliados desde eras remotas por eles e por suas forças naturais e espirituais.

O hábito de algum guia espiritual pedir um copo de alguma bebida obedece a este fundamento:

– Cada espírito precisa de determinado teor de álcool, de açúcar e de acidez para realizar determinadas ações mágicas e energéticas, sem os quais não as realiza porque, após absorvê-los, incorpora-os à sua energia pessoal e os irradia nos seus passes dados nos consulentes, muitos deles tão sobrecarregados de energias negativas e miasmas que, ou se adota o recurso dos “teores” ou não se consegue ajudá-los de fato.

Descontados os excessos de médiuns “viciados” em bebidas alcoólicas, tudo pode ser explicado sob a luz da ciência divina, que conhece muito bem sobre esses três teores aqui citados e conhece muito sobre os outros que não citamos.

Observem que, para cada linha de Orixá é oferendado um tipo de bebida, com cada uma possuindo seus teores e seus “princípios ativos” ou princípios mágicos e energéticos.

– Não se oferenda cerveja “branca” a Xangô e não se oferenda cerveja “preta” a Ogum. Já para Oxossi, pode oferendar uma ou outra ou ambas ao mesmo tempo, assim como, também pode se oferendar vinho branco ou tinto para ele.

Estas oferendas de bebidas, colocadas nos pontos de forças, recomendadas pelos guias espirituais incorporados nos seus médiuns obedece à ciência sobre os teores e seus princípios mágicos e energéticos.

E, mesmo que o guia espiritual não tenha estudado esta ciência divina, no entanto aprendeu com seus superiores hierárquicos sobre qual bebida deve recomendar que os consulentes “entreguem” ou coloquem dentro do espaço mágico de suas oferendas rituais realizadas nos pontos de forças da natureza.

De fato, um Orixá não bebe e não come, mas que ele conhece na sua integra a ciência dos teores e dos princípios mágicos e energéticos, isto sim é um fato, pois foram os Orixás mensageiros que transmitiram essa ciência aos espíritos humanos há muitos milênios atrás.

E, desde então, os “homens” aprenderam os segredos das fermentações e passaram a elaborar bebidas com os mais diversos teores de álcool, de açúcar e de acidez, tanto para colocarem nas oferendas rituais quanto para reequilibrarem nos seus próprios organismos possíveis quedas desses teores, muito benéficos se em equilíbrio e nocivos se muito baixos ou elevados.

Saibam que, se muito baixos, afetam a circulação, a imunidade e a criatividade.

E, se muito altos, afetam a pressão arterial, o raciocínio e a digestão.

Afetam muitas outras funções, é claro, mas aqui só citamos algumas para que compreendam porque às vezes um guia recomenda que o consulente “entregue” para Yansã laranjas, abacaxi, uvas e champanhe, além das velas que fornecem a energia ígnea necessária para a perfeita elaboração dos teores e graduação dos princípios mágicos e energéticos.

Observações: -A quantidade de velas que devem ser acesas e a forma como devem ser distribuídas (em triângulo, em cruz, em pentágono, hexágono, heptágono, octógono ou em circulo) obedece à ciência divina existente por traz de cada oferenda ritual.

O médium umbandista, e até o seu guia, podem não conhecer os fundamentos da Ciência das Oferendas, mas as forças e os poderes naturais os conhecem e deles se servem para auxiliarem quem lhes “entrega” uma oferenda ritual.

Três velas, acesas em triângulo fornecem um ”teor ígneo”, quatro velas acesas em cruz fornecem outro “teor ígneo”, e assim é com todas as quantidades e formas de distribuição das velas em uma oferenda, inclusive, a cor da vela altera a “temperatura” do “teor ígneo”.

– Três velas brancas, acesas em triângulo, fornecem determinado grau de temperatura do “teor ígneo”. Já três velas amarelas, também acesas em triângulo, fornecem outro grau de temperatura do “teor ígneo”.

“Assim é com todas as outras velas coloridas, recomendadas para “iluminarem” as oferendas, porque, segundo muitos já afirmaram, não iluminar uma oferenda ou um altar com velas votivas (coloridas) é um desrespeito às divindades, enquanto outros pregam que este hábito é sinal de atraso evolutivo, certo?

Só que em ambos os casos, todos desconhecem a “ciência dos teores e das gradações” dos princípios mágicos e energéticos fornecidos pelos elementos e manipulados com “conhecimento de causa” pelas forças e pelos poderes naturais.

A ignorância permeia ambos os extremos e os excessos ou as ausências devem ser atribuídas a ela, e nada mais. Um banho de “sal grosso”, feito e irradiado por uma divindade tem um efeito positivo para quem o tornar. Já o ato de comer sal em excesso pode ser muito prejudicial.

Pouco sal na alimentação não ajuda na graduação de certos teores e muito desregula outros tantos, indispensáveis, se em equilíbrio, para a saúde de uma pessoa, mas nocivos se desequilibrados. Tudo é uma questão de se conhecer os fundamentos por traz de cada prática e ato ritualístico, pois o não conhecimento deles abre espaço para a “achologia” que mais confunde que esclarece.

“Afinal, a “achologia” é a ciência dos tolos e dos ignorantes”, ciência esta manipulada habilmente por Exu, especialista em confundir a ambos, e a quem mais cruzar suas encruzilhadas de forma errada.

O fato é que os teores podem ser fornecidos pelos alimentos “in natura”, industrializados ou cozidos.

– Citemos esse exemplo: – A cebola é um alimento importante para as pessoas e seu consumo, atualmente, é mundial.

Colocada “in natura” dentro de uma oferenda ritual, ela libera uma energia Elemental que realiza uma “limpeza” das energias negativas acumuladas no corpo energético das pessoas.

E se ela for colocada cozida, ela libera uma energia Elemental regeneradora e cicatrizante, capaz de regenerar partes do corpo energético que foram devoradas por larvas astrais, atraídas e direcionadas contra as vitimas de magias negras, feitas com partes de animais colocadas nas oferendas com fins destrutivos. – Crua, ela limpa e purifica cozida ela regenera e cicatriza, se for colocada dentro de uma oferenda ritual.

É por isto que muitas vezes os guias espirituais que trabalham com seus “princípios mágicos ativos” e manipulam seus “teores energéticos” pedem aos seus médiuns ou aos consulentes que lhes façam umas oferendas cobertas com rodelas de cebola, cruas ou cozidas.

Tudo depende das finalidades, e isto sem contar que eles não manipulam esses “princípios e teores” só para ajudar aos médiuns ou aos consulentes e sim, também os usam para limpar e purificar, curar e regenerar muitos espíritos sofredores agregados ao Karma deles pela Lei das afinidades.

E, muitas vezes, incorporam em seus médiuns, cruzam os alimentos ativando magisticamente seus “princípios e teores” e os comem, desenvolvendo em si e neles esses recursos, aos quais passam a possuir em si e a usá-los dali em diante quando se fizer necessário, porque, de posse deles, se tornam seus geradores espirituais. E o mesmo acontece com todos os elementos mágicos, “in natura”, industrializados ou cozidos.

O fato é que o hábito de se oferendar as forças e os poderes naturais é tão antigo quanto à humanidade e, em todas as épocas e em todos os lugares, pessoas dotadas de faculdades mediúnicas receberam informações sobre como fazê-las e delas se beneficiarem ou a terceiros.

Elas não surgiram com o culto aos Orixás lá na África ou aqui no Brasil, e muito menos com o surgimento da Umbanda, porque, entre todos os povos da antiguidade, as oferendas eram indissociadas de suas práticas religiosas e mágicas. E a espiritualidade que atua na Umbanda como Guias Espirituais sabe muito bem disso e a elas recorrem, indicando sempre quais elementos devem ser colocados em suas oferendas rituais.